Você acha verboso e chato? Acha que perde tempo escrevendo código repetivo? Especificações relativamente novas, como JSR 311 e JSR 317, provam o contrário.
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Com o foco em POJOs, a programação fica bem mais simples e divertida com essas especificações. No caso da JSR- 311 (JAX RS – API para criação de WEB Services RESTful) é impressionante a facilidade de criação e disponibilização de WEB Services seguindo o modelo arquitetural REST.
Hoje terminei a primeira parte do livro RESTful Java with JAX-RS. O livro cobre toda a especificação, dá uma passada nas três maiores implementações(JBoss RESTEasy, Jersey e Apache CXF) e depois nos preenche com diversos exemplos usando JBoss RESTEasy, a impĺementação que o autor, Bill Burke, lidera.

A primeira parte consiste em apresentar toda a especificação, ou boa parte dela, com exemplos práticos. A melhor parte é que não fazendo “@PATH” e “@GET”, como pensei que seria, por outro lado. Acabei por fazer na prática coisas que eu só tinha lido antes, como escrever meus próprios MessageBodyReaders e MessageBodyWriters.
. Por estar bastante envolvido com RESTEasy, o autor fala com uma simplicidade de pontos que poderiam ser chatos em outras abordagem, como a possibilidade de estender a API para outros métodos além dos básicos que o HTTP oferece (GET, POST, PUT, DELETE, HEAD, TRACE). Bill também aproveita para criticar pontos da atual especificação, como a ausência da especificação para clientes REST.
A parte sobre HATEOS ficou clara e motivadora. Quando achamos que a primeira solução que o autor passa é suficiente (<link rel=”next” href=”…” />), ele mostra problemas dessa forma de fazer a linkagem de recursos e fala sobre linkar recursos usando o cabeçalho da request HTTP. (li algo sobre isso nesse post ontem).
Falando em cliente aí vem uma crítica minha para o livro. Senti que poderíamos explorar mais a parte de cliente do CXF e o do Jersey.(aproveitem e vejam esse artigo mostrando o RESTEasy cliente em ação) Para o RESTEasy isso foi bastante explorado. É possível sair com um conhecimento bom de RESTEasy se seguida a segunda parte do livro, que só contém exemplos. Também não gostei do excesso de “Isso foge do escopo desse livro” e “Como isso é semelhante ao que foi falado para X, não irei abordar”, enche o saco as vezes (mas gosto é gosto).
A segunda parte, ao lado da forma que o autor mantém as coisas simples, com certeza é o maior diferencial do livro. Não pense que você vai ver exemplos chatos que parecem só tem enrolar, os exemplos estão todos com testes e sempre adicionam algo a mais do que o autor citou no capítulo que o exemplo é relacionado. Também achei interessante o uso de Maven e a explicação feita sobre como usar. No geral quando leio, enchem de linguiça e dá raiva depois usar.
Enfim, recomendo o livro! E se não aprenderem a fazer RESTful WEB Services usando Java depois desse livro, que atualmente só tem em inglês, nunca mais votem em mim!
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